Terça-feira, Maio 15, 2007
Domingo, Abril 15, 2007
Os Blogs, o anonimato e outras questões
Um pouco por todo o mundo, continuam a existir episódios de polémica sobre os blogs.
Os blogs não são bons em si. Há os profissionais, os amadores, os bons e os maus. Há muitas ideias que sáo defendidas por bloggers que são más e que florescem porque não são colhidas pelos media tradicionais.
Mas não vale a pena deitar fora o bebé com a água do banho. Vão continuar a florescer tal como o stream radio, a partilha de vídeos e da fotografia: não vale a pena responsabilizar a Internet pelo crime, pela divulgação de ideias nazis, pela pornografia, pelos boatos. No caso particular dos blogs de conteúdo jornalístico mais vale fazer o seguinte: exigir que todas as leis existentes e todas as regras deontológicas sejam cumpridas sem desculpas; legislar sobre o seu enquadramento; reconhecer a sua função e até exigir mais aos que cumprem essa função.
Os blogs não são bons em si. Há os profissionais, os amadores, os bons e os maus. Há muitas ideias que sáo defendidas por bloggers que são más e que florescem porque não são colhidas pelos media tradicionais.
Mas não vale a pena deitar fora o bebé com a água do banho. Vão continuar a florescer tal como o stream radio, a partilha de vídeos e da fotografia: não vale a pena responsabilizar a Internet pelo crime, pela divulgação de ideias nazis, pela pornografia, pelos boatos. No caso particular dos blogs de conteúdo jornalístico mais vale fazer o seguinte: exigir que todas as leis existentes e todas as regras deontológicas sejam cumpridas sem desculpas; legislar sobre o seu enquadramento; reconhecer a sua função e até exigir mais aos que cumprem essa função.
Sábado, Abril 14, 2007
Os limites de uma tese
Os media às vezes favorecem uma lógica perigosa: analisar emoções, caracteres e defeitos em si mesmos e abusar disso leva-nos para uma área movediça. Tal discussão é inocente para a esfera publica quando diz respeito aos concorrentes de um reality show. Mas a politica séria é mais decisáo do que entretenimento e é mais do que agradar a plateias volúveis. Mas ninguém pode segurar as opiniões que se manfestam no público que não vão contra a lei e não sei se qualquer sugestão de reformar esta situação, mesmo pela auto-regualação, não possa, na prática, ser ainda mais perigosa.
A privatização da RTP e o Serviço Público
A reflexão anterior ajuda a justificar a defesa da não - privatização da RTP. Anteriormente a RTP e o serviço público justificava-se pela escassez de bens resultante da magreza do espectro disponível de distribuição de sinal. Os serviços públicos justificaram-se pela lógica do Estado Previdência que pretendia uma universalização de bens que o mercado não garantia. Teoricamente, a utilização das tecnologias digitais e de cabo acabaram com a escassez . Logo, o serviço público não se justificaria, dizem alguns.
Mas, a lógica do Estado Providência não era contra uma escassez qualquer. Era contra a escassez que o mercado não podia (nem pode) resolver especialmente junto dos mais desfavorecidos. Por isso, se continua a justificar no plano doutrinário, ideológico e e prático. Por causa dos mais pobres. Todas as religiões asseguraram sustento à viúva e ao órfão. Naõ se tenha medo de assumir isto.
Mas, da mesma maneira que o Estado Providência é um meio e não um fim, o serviço público não é um valor absoluto. Isto é , ser contra a privatização do Canal 1 só se justifica até haver um cumprimento rigoroso da lei por parte das privadas, enquanto a contra-programação for a regra e enquanto a defesa dos consumidores de mensagens- muito forte, por exemplo nos EUA - não for uma realidade. Especialmente, enquanto os ares do tempo continuarem a premiar o predomínio da informação sobre o entretenimento e enquanto a Bela e o Mestre - tão legítima como o mau gosto e a música pimba -contaminarem os espaços da informação que devem ser mais serenos, menos centrados nas questões privadas e mais virados para o interesse do público. Mas a RTP não tem de promover um gosto elitista. Ela deve ser pública para salvaguardar uma noção de bem público e para estabecer padrões mínimos de gosto, sobretudo ao nível do noticiário, onde se processa a informação fundamental para o funcionamento do sistema politico. No limite, até se pode defender, se isso for viável, que apenas a Direcção de Informação mantenha uma responsabilidade perante instituições públicas.
Quanto à RTP, recomenda-se menos Governo e mais público. A nomeação dos Directores deve implicar um escrutínio tão intenso quanto aquele que se exerce sobre o Tribunal de Contas. E o favorzinho subserviente deve produzir uma sanção social vigorosa.
Mas, a lógica do Estado Providência não era contra uma escassez qualquer. Era contra a escassez que o mercado não podia (nem pode) resolver especialmente junto dos mais desfavorecidos. Por isso, se continua a justificar no plano doutrinário, ideológico e e prático. Por causa dos mais pobres. Todas as religiões asseguraram sustento à viúva e ao órfão. Naõ se tenha medo de assumir isto.
Mas, da mesma maneira que o Estado Providência é um meio e não um fim, o serviço público não é um valor absoluto. Isto é , ser contra a privatização do Canal 1 só se justifica até haver um cumprimento rigoroso da lei por parte das privadas, enquanto a contra-programação for a regra e enquanto a defesa dos consumidores de mensagens- muito forte, por exemplo nos EUA - não for uma realidade. Especialmente, enquanto os ares do tempo continuarem a premiar o predomínio da informação sobre o entretenimento e enquanto a Bela e o Mestre - tão legítima como o mau gosto e a música pimba -contaminarem os espaços da informação que devem ser mais serenos, menos centrados nas questões privadas e mais virados para o interesse do público. Mas a RTP não tem de promover um gosto elitista. Ela deve ser pública para salvaguardar uma noção de bem público e para estabecer padrões mínimos de gosto, sobretudo ao nível do noticiário, onde se processa a informação fundamental para o funcionamento do sistema politico. No limite, até se pode defender, se isso for viável, que apenas a Direcção de Informação mantenha uma responsabilidade perante instituições públicas.
Quanto à RTP, recomenda-se menos Governo e mais público. A nomeação dos Directores deve implicar um escrutínio tão intenso quanto aquele que se exerce sobre o Tribunal de Contas. E o favorzinho subserviente deve produzir uma sanção social vigorosa.
Revista de Imprensa (Leitura Comentada)
Uma das consequências da privatização dos assuntos colectivos é os media debruçarem-se sobre o carácter dos servidores públicos. Se os vícios privados fossem relevantes, o que seria da vida pública de excelentes estadistas: de Miterrand , De Gaulle, de Kennedy (todos eles), de Pompidou, de Truman , de Churchill (grande homem, grandes defeitos) de Sá Carneiro (meteórico é certo, mas prometedor e pecador) e , sob o ponto de vista académico, de Jacques Delors. Mário Soares não é decerto um anjo mas a perfeição angelical é do domínio das mediações teológicas que um maçónico laico não tem de perseguir. O raciocínio inverso seria, aliás, verdadeiro. Um bom homem de família, um pai ou avô afável deveria poder vir a ser um bom político. Seria, se bem me lembro, o que se passou com alguns ditadores como Salazar, Mussolini, Hitler e Estaline ou com esse honesto funcionário de Auschvitz que era um "querido" para a família. As monarquias, essas, não suportariam o escrutínio dos súbditos.
Pretendo apenas chegar a este ponto: sofremos, por vezes, no síndrome da criada de quarto que gosta de espreitar os patrões. Claro: estes retocam a imagem quando se sentem observados.
Significa que seja apologista da hipocrisia? A pergunta está mal formulada porque exige um julgamento estritamente moral da politica. A franqueza pode não ser uma virtude, pelo menos em todas as ocasiões: gostaríamos de um Ministro dos Negócios Estrangeiros que optasse pela exibição dos seus afectos e que só recebesse os diplomatas de que gostasse? Em regra - que admite excepção conforme a intensidade dos valores em causa - é melhor separar a convicção moral da responsabilidade política e deixar as questões de carácter de fora. Dada a intensidade do escrutínio, não há político sujeito a anos de exposição numa profissão competitiva que não revele pés de barro. Aliás, se outra for a disposição, o resultado pode ser contraditório: os eleitores arriscam-se a premiar o mais hipócrita: o que melhor esconde os vícios. Os politicos têm de se comprometer com as regras do jogo público. Mesmo em relação a estas devem lembrar-se que o seu fardo exige uma separação fria entre as suas convicções e a responsabilidade. Manter as esferas separadas, eis pois, a melhor das recomendações. Tal não significa que o escrutínio da opinião pública seja ilegítimo ou desprezível e não seja fonte de legitimidade. Também não significa que os media percam a sua legitimidade quando entram nas questões de carácter. Mas só são úteis à causa publica quando se dedicam a avaliar o que é especificamente próprio da politica: ideias, doutrinas, acções de repercussão politica e suas consequências . Porém, não julguemos apressadamente os jornalistas: temos que lembrar que há politicos que se devem conter na exposição mediática dos seus pequenos e privados mundos. . Esta é a utópica regra que deve ser desejada para trazer de novo à politica alguma da sua dignidade. O carácter dos homens é volúvel: a natureza privada do homem pode ser diversa do seu compromisso público sem, todavia, manchar o segundo. Afinal, se formos até ao limites de alguns raciocínios bem conhecidos na Ciência Politica, uma análise desapaixonada das virtudes do homem público - das competências que este tem de ter- pode, ocasionalmente, conduzir a contradições pontuais com as exigências que se colocam a um homem honrado na sua vida privada.
Pretendo apenas chegar a este ponto: sofremos, por vezes, no síndrome da criada de quarto que gosta de espreitar os patrões. Claro: estes retocam a imagem quando se sentem observados.
Significa que seja apologista da hipocrisia? A pergunta está mal formulada porque exige um julgamento estritamente moral da politica. A franqueza pode não ser uma virtude, pelo menos em todas as ocasiões: gostaríamos de um Ministro dos Negócios Estrangeiros que optasse pela exibição dos seus afectos e que só recebesse os diplomatas de que gostasse? Em regra - que admite excepção conforme a intensidade dos valores em causa - é melhor separar a convicção moral da responsabilidade política e deixar as questões de carácter de fora. Dada a intensidade do escrutínio, não há político sujeito a anos de exposição numa profissão competitiva que não revele pés de barro. Aliás, se outra for a disposição, o resultado pode ser contraditório: os eleitores arriscam-se a premiar o mais hipócrita: o que melhor esconde os vícios. Os politicos têm de se comprometer com as regras do jogo público. Mesmo em relação a estas devem lembrar-se que o seu fardo exige uma separação fria entre as suas convicções e a responsabilidade. Manter as esferas separadas, eis pois, a melhor das recomendações. Tal não significa que o escrutínio da opinião pública seja ilegítimo ou desprezível e não seja fonte de legitimidade. Também não significa que os media percam a sua legitimidade quando entram nas questões de carácter. Mas só são úteis à causa publica quando se dedicam a avaliar o que é especificamente próprio da politica: ideias, doutrinas, acções de repercussão politica e suas consequências . Porém, não julguemos apressadamente os jornalistas: temos que lembrar que há politicos que se devem conter na exposição mediática dos seus pequenos e privados mundos. . Esta é a utópica regra que deve ser desejada para trazer de novo à politica alguma da sua dignidade. O carácter dos homens é volúvel: a natureza privada do homem pode ser diversa do seu compromisso público sem, todavia, manchar o segundo. Afinal, se formos até ao limites de alguns raciocínios bem conhecidos na Ciência Politica, uma análise desapaixonada das virtudes do homem público - das competências que este tem de ter- pode, ocasionalmente, conduzir a contradições pontuais com as exigências que se colocam a um homem honrado na sua vida privada.
Segunda-feira, Abril 09, 2007
Meia dúzia de ideias sobre pós - modernismo aqui, para consumo de alunos de Sociedade e Comunicação - DMM.
Actualização dos Apontamentos de Linguagem dos Media
A actualização está no mesmo sítio, a seguir aos apontamentos já publicados.
Domingo, Abril 08, 2007
Viva Citizendum
O Digital Suplemento do Publico anuncia que foi criada a Wikipedia bem comportada: Citizendium. Lendo a apresentação da nova enciclopedia e o texto da notícia ficamos a saber que é wiki mas sem pseudónimos e com eventual submisssão dos artigos as especialistas. Parece-me bem.
Sexta-feira, Abril 06, 2007
Leitura comentada 2
Do pântano ao abismo
A situação política em Portugal, adensada por este caso, leva Joaquim Aguiar, que integrou a Comissão de Honra da candidatura de Cavaco Silva a Belém, a defender que "há um momento em que o Presidente é chamado a intervir". Na opinião do sociólogo, "estamos a cair num vazio de decisão e por isso é preciso pôr ordem na acumulação de problemas". O que "só pode ser feito pelo Chefe do Estado, que poderá ajudar o Governo a não perder a face". Ou seja, Cavaco tem de agir nos bastidores. (...) O sociólogo entende que estes casos acontecem na pior altura, precisamente em vésperas da presidência portuguesa da União Europeia e num momento em que o Governo está no início de algumas reformas estruturais que, diz, podem paralisar. "Já não estamos no pântano de Guterres, estamos num pântano à beira do abismo.(Fonte: DN)
Notícias com um comentário politico adicional, em que se faz uma contextulização estabelecendo um paralelo desfavorável ao Primeiro Ministro e que tendem a sugerir uma intervenção do PR.
Na verdade de um momento ao outro o primeiro ministro passou de bestial a menos bestial pela voz de alguns dos tenores que lhe cantaram hinos.
Uma coisa é certa: a oposição de direita tem mais voz que a oposição de esquerda.
A situação política em Portugal, adensada por este caso, leva Joaquim Aguiar, que integrou a Comissão de Honra da candidatura de Cavaco Silva a Belém, a defender que "há um momento em que o Presidente é chamado a intervir". Na opinião do sociólogo, "estamos a cair num vazio de decisão e por isso é preciso pôr ordem na acumulação de problemas". O que "só pode ser feito pelo Chefe do Estado, que poderá ajudar o Governo a não perder a face". Ou seja, Cavaco tem de agir nos bastidores. (...) O sociólogo entende que estes casos acontecem na pior altura, precisamente em vésperas da presidência portuguesa da União Europeia e num momento em que o Governo está no início de algumas reformas estruturais que, diz, podem paralisar. "Já não estamos no pântano de Guterres, estamos num pântano à beira do abismo.(Fonte: DN)
Notícias com um comentário politico adicional, em que se faz uma contextulização estabelecendo um paralelo desfavorável ao Primeiro Ministro e que tendem a sugerir uma intervenção do PR.
Na verdade de um momento ao outro o primeiro ministro passou de bestial a menos bestial pela voz de alguns dos tenores que lhe cantaram hinos.
Uma coisa é certa: a oposição de direita tem mais voz que a oposição de esquerda.
Leitura comentada (1)
O Presidente da República reuniu-se esta semana, discretamente, com os seus colaboradores mais próximos para preparar as eventuais ondas de choque do caso Universidade Independente e a polémica em torno da licenciatura do primeiro- -ministro, José Sócrates. Segundo fonte de Belém, Cavaco Silva está muito preocupado com as consequências deste caso que, a avolumar-se, precisará de uma resposta política, com controlo de danos (fonte DN).
Comentário: O DN dá conta da preocupaçaõ do Presidente da República relativamente ao processo em curso no DN... Ou seja, o tema está a ser seguido por Belém que quer "ajudar" Sócrates de acordo com o seu sentido de responsabilidade e de intervenção política.
Comentário: O DN dá conta da preocupaçaõ do Presidente da República relativamente ao processo em curso no DN... Ou seja, o tema está a ser seguido por Belém que quer "ajudar" Sócrates de acordo com o seu sentido de responsabilidade e de intervenção política.
Crítica de Cinema


A Crítica de Cinema anda um ano atrasada. Entre acidentes vários, não tinha visto Departed de Scorcese. Não é o melhor do realizador. Falta-lhe uma característica do autor, criada quando este tinha um universo pessoal: o nervosismo estilizado.
Mais nervosismo e menos estilo em Taxi Driver e Cavaleiros do Asfalto. Mais estilo e menos nervosismo em "Goodfellas". Muito estilo e muito nervo em The Racing Bull.
A Idade da Inocência, de leopardina memória e a espantosa composição do personagem foram o seu oásis no deserto marcado por sucessivas piscadelas de olho à Academia.
Departed não é a sua obra prima e ele fez várias. Porém, tem excelentes interpretações, um bom argumento e um nervo que faz lembrar o verdadeiro Scorcese.
Papel electrónico
O papel electrónico foi sendo abandonado e retomado ao longo da história dos novos media digitais.
Agora as grandes empresas, segundo a Reuters apostam, de novo nesta tecnologia. O online sobreviverá com nova portabilidade. Vejam a notícia aqui.
Agora as grandes empresas, segundo a Reuters apostam, de novo nesta tecnologia. O online sobreviverá com nova portabilidade. Vejam a notícia aqui.
Editorial
Mudámos tudo.
Desde logo o nome que é aquilo que costuma sobreviver nestas coisa.
Depois o grafismo. Em grande parte tudo deve à mudança de orientação. Este blog passa a ter por área de referência os Estudos em Comunicação e Artes com especial enfâse âs relações entre jornalismo e politica e entre cultura e media. As artes são intemporais e relacionam-se bem, nesta era de indústrias culturais, com o tempo e o modo das coisas.
A vantagem do digital é o de permitir esta reformulação de cada medium num instante.
Desde logo o nome que é aquilo que costuma sobreviver nestas coisa.
Depois o grafismo. Em grande parte tudo deve à mudança de orientação. Este blog passa a ter por área de referência os Estudos em Comunicação e Artes com especial enfâse âs relações entre jornalismo e politica e entre cultura e media. As artes são intemporais e relacionam-se bem, nesta era de indústrias culturais, com o tempo e o modo das coisas.
A vantagem do digital é o de permitir esta reformulação de cada medium num instante.
Terça-feira, Abril 03, 2007
Reconfiguração das indústrias culturais: Jazz
Sem querer entrar nos domínios desse mestre da blogosfera que é o Rogério Santos e o seu incotornável Indústrias Culturais, diria que estas indútrias estão a ser reconfiguradas pelo digital.
Enquanto vão todos para o YouTube eu vou para as rádios e para os podcasts onde o jazz - a única música em que os americanos foram mais lestos que os europeus tem abordagens admiráveis Vejam estas rádios: as deliciosas Jazzmoods; as homenagens da PBS a Dave Burbeck; ou este site sobre Lendas do Jazz.
Enquanto vão todos para o YouTube eu vou para as rádios e para os podcasts onde o jazz - a única música em que os americanos foram mais lestos que os europeus tem abordagens admiráveis Vejam estas rádios: as deliciosas Jazzmoods; as homenagens da PBS a Dave Burbeck; ou este site sobre Lendas do Jazz.
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